5.12.09

Mary Cassatt









Mary Cassatt nasceu em Allengheny a 22 de Maio de 1844, sendo considerada uma grande pintora impressionista.

Filha de Robert Simpson Cassat (depois, Cassatt), um rico e influente homem de negócios em Pittsburgh, e Katherine Kelso Jhonson, ambos de ascendência francesa, e uma entre sete irmãos, Mary Cassatt passou a infância entre os Estados Unidos, França e Alemanha.

Fascinada, desde a tenra idade, pelas obras de arte europeias, matricula-se, ainda adolescente, na Academia de Artes da Pensilvânia, na Filadélfia. Aos vinte e três anos, decide seguir a carreira de pintora profissional e, contra a própria família conservadora provinciana, partiu com uma amiga para a Europa para estudar em atelier particulares de pintores como Charles Chaplin, Thomas Couture e Jean-Leon Gerome, entre outros.

De Itália, envia uma obra para o
Salão de Paris pela primeira vez, no ano de 1868, e é aceita. O seu estilo tradicional de pinturas de médio porte retratando figuras de género e personagens da literatura permite-lhe ser aceite enquanto transita entre Holanda, Bélgica e Espanha. Porém, apesar das aceitações, Mary não consegue o desejado destaque.

A sua frustração será ainda maior a partir de 1874, quando resolve mudar-se definitivamente para Paris e enfrentar a então capital mundial das artes e o concorrido mundo dos pintores profissionais. É recusada no salão, até que é apresentada, em 1878, a Degas, cujas obras lhe fascinaram alguns anos antes. Degas convida-a para participar da próxima exposição dos Impressionistas, em 1879, a quarta do grupo. Alterando drasticamente o seu estilo à nova estética dos "pintores radicais" aos quais se juntava, Cassatt expõe com o grupo até a oitava exposição, em 1886, com algumas interrupções, fixando-se como membro do grupo original, ao lado de Monet, Morisot, Renoir, Pissaro e o próprio Degas, entre outros.

É nesta época que Mary começa a estudar gravura em metal, ao lado de seu mentor Degas, e compromete-se de forma dedicada à arte do desenho, que irá a dissociar-se dos Impressionistas e criar um estilo próprio.

É nesta época que começa também a trabalhar com o tema que irá lhe garantir um maior reconhecimento e um lugar próprio entre os Impressionistas: a representação de mães e filhos. O ambiente feminino burguês está marcado na sua obra e a sua descrição da figura humana em óleo, pastel e ponta-seca são de uma técnica precisa e realista, representando as tonalidades da carne e das expressões faciais com uma impecabilidade excepcional.

Ao longo do seu envolvimento com os Impressionistas, procurou expressar as suas fortes opiniões sobre arte e os seus preconceitos contra a tradição dos salões oficiais. Sendo uma dentre os poucos membros ricos do grupo, e com uma rede social invejável, ajudou a promover os trabalhos de seus colegas e até mesmo a comprá-los. A partir de então, recusou-se a receber prémios e menções e a participar em mostras de artistas mulheres, não acreditando em tal separação ou exclusividade, dizendo que em arte não deve haver tal distinção.

Após a desintegração dos Impressionistas, Mary Cassatt continua fortemente activa no mundo das artes, actuando como colaboradora na criação de colecções particulares de obras impressionistas, como a de seu casal de amigos, os Havemeyer, e na introdução do Impressionismo nos Estados Unidos, além de continuar seu trabalho como pintora e gravadora até 1914. Neste período, a sua maior conquista será a criação de gravuras coloridas, com forte influência da estética japonesa, e as suas técnicas próprias, complicadas e bem-elaboradas, terão grande destaque no campo das artes gráficas.

Mary sofre de diabetes e a partir de 1915, fica praticamente cega, sem poder trabalhar até sua morte em 1926, solteira e sem filhos, no seu Château em
Beaufresne (perto de Paris). Morre no dia 14 de Junho de 1926, encontrando-se enterrada no jazigo da família em Le Mesnil-Théribus. Foi o penúltimo membro do grupo original dos Impressionistas a falecer, poucos meses antes de Monet.


17.11.09

Foi...

...absolutamente Fantástico!




Porém, a primeira música dos Depeche Mode que ouvi no dia 14 de Novembro, foi no sítio mais improvável. Mas isso é uma história que um dia vou contar.



30.10.09

Gigi Gaston



















Gigi Gaston foi uma estrela do pop francês, marcada por uma vida recheada de dramas. Conseguiu escapar da sua família cigana da Bulgária, teve um caso com o seu meio-irmão, viveu a ascensão embriagante, seguida da queda no mundo da música, envolveu-se num casamento marcado por infidelidades e que acabou em assassinato...
Em 1974, Normal Mailer escreveu: "Poderia esta flor preta com uma voz de Piaf ter adivinhado que quando floresceu num ídolo adolescente, cantando para a juventude do pós-guerra e, mais tarde, se tornou o ícone da moda francessa e a pin-up sexy girl das paredes do quarto dos jovens, que o futuro iria estrangular os seus sonhos, tal como os protagonistas das suas canções românticas fatalistas? Não, claro que não. Porque os personagens das tragédias gregas são sempre os últimos a saber seu destino. "
Gigi Gaston encarna efectivamente a tragédia que envolve as biografias de muitos famosos, só que... Gigi Gaston nunca existiu! Ela é simplesmente fruto da imaginação do artista Josh Gosfield que inventou a sua existência - as histórias, a persona, a música ... - ao ponto de acreditarmos que de facto existiu.




23.10.09

Tamara Lempicka

"Para aqueles que, como eu, vivem à margem da sociedade,
as regras habituais não têm qualquer valor."




Auto-portait, Tamana in the Green Bugatti, 1925

Young Girl With Gloves, 1929

Le Turban Vert, 1930

Androméde, 1929

Dormeuss, 1930

Femme à la Comombe, 1929-1930

En plein été, 1928

La Belle Rafaela, 1927

Tunique Rose, 1927



Femme fatale, emancipada e escandalosa, Tamara de Lempicka foi uma brilhante pintora art déco polaca do século XX.

Tamara ou Maria Gurwik-Górska nasceu em Varsóvia a 16 de maio de 1898 (alguns biógrafos defendem que tenha nascido na Rússia), numa família abastada. O seu pai era um advogado e sua mãe uma socialite. O casamento dos pais era conflituoso e logo surgiu o divórcio. Maria foi colocada num colégio interno em Lausana (Suíça) e cresceu mimada pela sua avó Clementine, uma senhora abastada que elevava a auto-estima da pequena Maria, tornando-a numa menina excepcional.

Após a morte de Clementine, Maria muda-se para a casa de uma tia em São Peterburgo onde, num baile de máscaras, conhece o nobre advogado polaco (e o solteiro mais cobiçado) Tadeusz Łempicki, com quem casa em 1916. Quatro anos mais tarde, nasce a sua filha Kizette.

Durante a Revolução Russa, em 1917, Tadeusz é preso pelos bolcheviques, mas - com intervenção da jovem esposa - foi libertado pouco tempo depois. Após este episódio o casal muda-se para Paris, onde Maria adopta o nome "Tamara de Lempicka" e , em 1918, vai estudar Pintura na Académie de La Grand Chaumiére, tornando-se discípula de Maurice Denis e André Lhote. Do primeiro, herdará o poder das cores e do segundo, o desenho geométrico e a forma de decompor os volumes.

Com um talento natural, progrediu rapidamente e, por volta de 1923, já expunha seu trabalho em importantes galerias. A sua primeira grande exposição teve lugar em Milão em 1925, tendo pintado 28 novas obras em seis meses. Rapidamente tornou-se uma das mais importantes artistas de sua geração, pintando membros da nobreza europeia e socialites.

Tamara desenvolveu um estilo único e ousado (definido por alguns como "cubismo suave"), que resumia os ideias do modernismo de vanguarda da art déco. Os volumes agigantados, a atenção aos detalhes, o delineamento simples, o gélido glamour e a forte sensualidade marcaram desde o início o seu estilo inconfundível. Pelo pincel da artista, a forma humana ganha qualidades de escultura e uma textura quase metálica. As figuras dominam os quadros, apresentadas em poses altamente calculadas, iluminadas de maneira dramática e com ares de tédio profundo. Profundamente fascinada pelas formas femininas, a mulher de Tamara aparece ora ultrafeminina, ora masculinizada, mas sempre forte.

Tamara foi igualmente uma notável figura da boémia parisiense, tendo conhecido nomes como Pablo Picasso e Jean Cocteau. Famosa por sua beleza física, era abertamente bissexual e seus casos com homens e mulheres causavam escândalo na época. Na década de 1920, foi associada intimamente a mulheres lésbicas e bissexuais em círculos de artistas e escritores, como Violet Trefusis, Vita Sackville-West e Colette. O seu marido, chocado com o seu comportamento, abandonou-a em 1927, e o divórcio efectivou-se no ano seguinte.

Obcecada pelo seu trabalho e vida social, Tamara não negligenciou apenas seu marido, mas raramente via sua filha Kizette, com a qual tinha uma relação muito conflituosa. Porém, é a filha que serve de musa inspiradora, já que as mulheres retratadas tendem a parecer-se com Kizette.

Depois do divórcio, Tamara vive a vida que sempre quis. O seu trabalho é cada vez mais valorizado e os jornais dedicam-lhe extensos artigos. A sua casa-estúdio parisiense, decorada pela irmã arquitecta, torna-se um verdadeiro exemplo de modernidade e elegância. O seu sucesso é tão grande que a empresa de cosmética Revlon lhe dedica uma marca de batom.

Em 1933, casa-se com o Barão Raoul Kuffner, que tinha sido o seu mecenas, e em 1939, muda-se para Beverly Hills, Califórnia. Esta mudança deve-se ao facto da pintora ter entrado num estado depressivo causado pela ausência de criatividade.

Em 1941, após conseguir retirar Kizette de Paris ocupada pelos nazistas, organiza em Nova Iorque uma mostra focada em temas religiosos e nas pessoas comuns. Mas esta mostra é um fracasso e mal apreciada pela crítica. Em 1943, muda-se para esta cidade e tenta novos caminhos através do abstraccionismo e da pintura a espátula, técnica que adopta nos anos 60. Mas a crítica foi igualmente destrutiva.

Após a morte do marido, em 1962, Tamara pára de pintar e muda-se primeiro para Houston, Texas e, em 1978, para Cuernavaca, México, onde viria a falecer no dia 18 de Março de 1980. As suas cinzas foram espalhadas pela filha Kizette e pelo Conde Giovanni, sobre o vulcão Popocatepetl.


Fonte: Women in Art

22.10.09

ROMANCE BOOK






Apaixonei-me por este projecto de Chris Craymer.

Ai o amor!






(ponto de exclamação = um grande suspiro)

21.10.09

Um simples banco










Fonte: Imagens de De Cotroletoren in Flickr

20.10.09

The Girls















O trabalho de Sarah Bishop é uma mistura de cores ricas e texturas ousadas com a sensualidade e erotismo, servidos em porções generosas e infundidos no calor que as cores transmitem.

Bishop foi criada no Hunter Valley, numa propriedade rural, que forneceu a base para sua arte, mas também para a sua fascinação pela natureza, cor, textura, forma e por tudo o que a rodeia. A sua paixão pela aventura tem também influenciado enormemente o seu trabalho, que incute uma sensibilidade que envolve a tela.


19.10.09

James Jowers

ou O olhar sobre Nova York



Man in striped shirt showing tattoo, 1965

Woman in black with nechage and button, 1965

E. 3 St., 1967

Wall St., 1969

Waverly Place, 1968

Tompkins Sq. Park, 1967

Tompkins Sq. Park, 1967



O interesse de James Jowers (n.1938) pela fotografia começou quando servia no Exército dos Estados Unidos, onde aprendeu os procedimentos da técnica da câmara escura. Em 1965, Jowers ingressou na New School onde estudou com Lisette Model, que mais tarde se tornou num grande amigo e mentor de Jowers. Nesta época, Jowers morava no Lower East Side e trabalhava como porteiro durante a noite no Hospital São Lucas, deixando-o livre para explorar a cidade durante o dia e fotografar a vida que encontrava nas ruas. Mais tarde, Jowers incorporou, por vários anos, no grupo que compõe a Nancy Palmer Photo Agency.

A colecção de fotografia da George Eastman House possui aproximadamente 400 fotografias de James Jowers. A maioria das imagens foram tiradas em Nova York nos anos 60 e início dos anos 70, um momento importante e interessante na história E.U.A. Há algumas imagens impressionantes desta colecção, incluindo retratos de nova-iorquinos em várias configurações e protestos anti-guerra no Central Park. Há também cerca de 25 fotografias de Nova Orleães em 1970. Em 2007, Jowers doou as fotografias e os direitos de autor a George Eastman House.

17.10.09

A Fotografia Estenopeica











A Fotografia Estenopeica é uma técnica fotográfica ainda ignorada ou enigmática para muitas pessoas.

O objecto essencial da fotografia estenopeica é uma câmara pinhole, ou seja, uma máquina fotográfica sem lente. A designação tem por base o inglês, pin-hole, "buraco de alfinete". A existência de um pequeno furo - estenopo - permite designar este tipo de fotografia por Fotografia Estenopeica.

Geralmente conhecida como Fotografia Pinhole, esta técnica é muito económica, simples e original porque (re)utiliza qualquer caixa em que a luz não penetre. A pinhole consiste numa maneira de ver uma imagem real, através de uma câmara escura. De um pequeno orifício onde a luz é captada para dentro da câmara, e sofrendo um movimento de inversão, a imagem é projectada para a parede oposta ao orifício ao contrário.

A câmara pinhole é normalmente feita à mão pelo fotógrafo para um determinado objectivo. Na sua forma mais simples, a máquina de fotografia pinhole consiste numa caixa com um furo num dos lados e um pedaço de filme ou papel fotográfico no lado oposto. Por exemplo, uma caixa de flocos de aveia pode ser uma excelente câmara pinhole. O furo geralmente é feito por uma agulha de costura de pequeno diâmetro feito num pequeno pedaço de alumínio fino ou latão. Para produzir uma imagem razoavelmente nítida, a abertura tem que ser um furo de 0,02 polegadas (0,5 mm) ou menos. O obturador da câmera pinhole pode ser uma mão espalmada ou algum material à prova de luz para cobrir e destapar o furo.

A câmara pinhole requer um maior tempo de exposição do que a câmara convencional devido à pequena abertura; os tempos de exposição vão de 5 segundos a até mais de uma hora. Geralmente, a câmara pinhole é construída com um rolo de filme ou ajustes que regulam a distância entre o filme e furo. Movendo o filme para mais próximo do buraco resultará um amplo ângulo do campo de visão e um tempo de exposição mais curto. Movendo o filme para mais longe do buraco resultará uma telefoto ou um ângulo de visão estreito e um período de exposição mais longo.

A câmara pinhole pode igualmente ser construída substituindo as lentes de uma câmara convencional por um furo. Em particular, as câmaras compactas de 35mm cujas lentes foram danificadas (lentes fracturadas, riscadas, etc.) podem ser transformadas em pinholes, mantendo os mecanismos do obturador e compartimento do filme.


Para saber mais sobre a Fotografia Pinhole:

Fotografias Pinhole - Como construir uma câmara pinhole

Fotografias Pinhole - Câmara Pinhole

Pinhole Photography, Jon Grepstad


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Fonte: Fotografias pinhole de The Pinhole Gallery


16.10.09

Truth











The Hilton Brothers são uma identidade artística dos fotógrafos Christopher Makos e Paul Solberg. Esta colaboração já tem cerca de sete anos e surgiu como uma brincadeira quando os dois constataram que elaboravam projectos onde a sensibilidade de ambos se fundia e, por outro lado, onde os olhares se convergiam.
A ideia desta identidade levou a iniciar uma série de trabalhos colectivos onde imperava dois momentos específicos - fotografar pessoas e fotografar objectos - para, posteriormente, reuni-los numa só impressão. Desta forma, apareceu esta identidade artística que consiste "numa confusão de egos individuais para continuar a explorar outros projectos colaborativos."
Cada trabalho colectivo é o resultado de um rigoroso processo de selecção, de rejeição e decisão final por Makos e Solberg. É um intenso processo de revisão, que reúne quatro olhos atentos para o detalhe, a forma e a cor.


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